terça-feira, 11 de novembro de 2008

Feito nada!


Feito nada!


As trovas que saem de meu peito,
Ás vezes saem caladas,
Feito porteiras fechadas,
Feito o vento que passa,
Feito parte da fumaça...

São fagulhas de minha alma,
Ás vezes estrelas no céu,
Feito pétalas ao léu,
Feito grama de pastagem,
Feito essa aragem...

São as sombras de meu deserto,
Ás vezes carinho e amor,
Feito rasgo sem pudor,
Feito paixão sertaneja,
Feito viola e cerveja...

São pedaços de um mosaico,
Às vezes riacho manso,
Feito sombra e descanso,
Feito o cego e a guia,
Feito verso e poesia.



Santaroza

terça-feira, 21 de outubro de 2008

Como se fosse!


Como se fosse!


Os ventos sopraram,
As lagrimas secaram,
Só uma restou,
Aquela que não pingou.

Aquela que eu guardei,
Aquela que não chorei,
Aquela que vai ficar,
Pois nunca mais vou chorar.

Tenho a alma machucada,
Por isso a boca calada,
E esse sorriso escondido,
Por muitas vezes mordido.

Ai eu fiquei assim,
Entre o hortelã e o alecrim,
Entre o amargo e o doce,
Como se feliz eu fosse!



Santaroza

segunda-feira, 20 de outubro de 2008

Poeta não tem dia!


Poeta não tem dia!

Tomado pela emoção,
Que hora me banha,
Acelera em meu coração,
Uma força estranha.

Sinto que ao cair dessa tarde,
Onde se comemora o poeta,
Meu peito muito mais arde,
Nessa longa reta.

Não sou poeta de um dia!
Nenhum poeta seria!
Vivemos de fazer poesia,
De amor ou de alegria.

De solidão ou de medo,
De viver ou de morrer,
Nenhum de nós tem segredo,
Nossa vida é escrever.

Nosso dia é toda hora,
Nossa hora é todo dia,
E se nossa alma chora,
Nós fazemos poesia.

Mas se nossa alma canta,
E transborda de alegria,
Nosso males espanta,
E nós fazemos poesia.
Santaroza.

Essa poesia continua se você quiser ver o restante:

http://www.orkut.com/Community.aspx?cmm=1814106

Por causa de você!


Por causa de você!


A lua se faz esquecida...
O mar vem beijar a areia,
Ah! Minha vida...
Enredada em sua teia.

A seiva sua me salva,
Em seu abraço contido,
A minha alma é alva,
Em seu peito fendido.

Somos a porta e a janela,
Entramos quando queremos,
Somos o fogo e a vela,
Nos damos tudo o que temos.

Você é todo o jardim,
E a cerca que a contorna,
O nosso amor é sem fim,
Pode ir! Mas retorna.

Nosso porto é seguro,
O mar é nosso caminho,
Nossa vida não tem muro,
Todo lugar é nosso ninho.



Santaroza

sábado, 18 de outubro de 2008


terça-feira, 14 de outubro de 2008

E passou!


E passou!


Trazia o bronze na pele,
E um sorriso na cara.
Um olhar de menina,
Em formato de muleque.

Tinha o andar sinuoso,
Como o balanço do mar,
Cabelos soltos ao vento,
Sem pressa e sem medo.

Sabia que era o enredo,
Do poema que eu compunha,
E nem assim se enredava,
Apenas vivia e sorria.

Não tinha orgulho ou paixão,
Pelo formato que tinha,
Apenas era o que era,
E sabia ser o ser.

Era e é uma lembrança
Que em mim ficou,
Não pelo formato que tinha,
Mas pela mulher que passou!


Santaroza

terça-feira, 9 de setembro de 2008

Pelo sim ou não!


Pelo sim ou não!

Perder-me é parte,
Do jogo de sedução,
Amar-me é arte,
Para um só coração.

Posto,
Que olhando em detalhe,
Não o rosto,
Mas os entalhes.

Há de achar,
Fissuras,
Há de encontrar,
Rachaduras.

Sou humano,
Limitado,
Cometo engano,
Sou errado.

Por isso então,
Perder-me,
Pelo sim ou pelo não,
Vale tento quanto ter-me.

Não há garantia,
Nem regras,
De que seja sempre poesia,
Em minhas entregas!




Santaroza

terça-feira, 26 de agosto de 2008

Minha vida!


Minha vida!


Eu sou aquele que passou,
Fogo que não queimou,
Verso que não vingou,
Eu fui, já não mais sou.

Tentei ser a poesia,
Quis ser a alegria,
Imaginei a folia,
Ah! Mas que fria.

Fui vergado feito arco,
Seu amor me foi parco,
E não restou nenhum marco,
Nosso amor virou charco.

Depois disso eu voei,
E em mim me encontrei,
E não me desanimei,
E outro amor procurei.

E na curva de minha ida,
Já lá no fim da avenida,
Também já quase perdida,
Encontrei você, minha vida!


Santaroza

quinta-feira, 14 de agosto de 2008

Eu e você!


Eu e você!


Já quase beirando a noite,
Quando o orvalho principia,
Hora do vento em açoite,
Me surgiu uma poesia.

Nada para ser escrito,
Tudo para ser amado,
Algo pra não ser contrito,
Tudo a ser desejado.

Você surgiu do de repente,
Como se fora unção,
Algo calou a gente,
Faltava respiração.

Tamanha a felicidade,
De nos encontrarmos assim
Após uma eternidade,
Ai foi amor sem fim.

E o mundo parou nesse tempo,
Eu fui seu e você minha,
Vivemos esse momento,
Como quem sem pressa caminha.


Santaroza

terça-feira, 15 de julho de 2008

Imagine!


Imagine!


Eu imagino a loucura que seria,
Que sabor que não teria,
Um encontro de nós dois.

Eu imagino o sorriso a correria,
A poesia que teria,
O durante e o depois.

Eu imagino a luz da lua nos lençóis,
Os travesseiros entre nois,
E o coração a galopar.

Eu imagino teu olhar na escuridão,
O teu corpo em minha mão,
E esse amor a cavalgar.

Eu imagino a chegada desse dia,
Como carta de alforria,
Libertando o coração.

Eu imagino o por de sol depois de tudo,
Eu arfando quase mudo,
Só curtindo essa paixão.


Santaroza

segunda-feira, 14 de julho de 2008

Transparência.


Transparência.


Sou transparente,
Tanto quanto me permite a vida.

Mas a transparência não esta em mim,
E sim nos olhos que me desnudam.

Sou pedra bruta,
Teu olhar é que me lapida.

Por isso transparência depende,
De que lado você se encontra do sol!


Santaroza

sexta-feira, 16 de maio de 2008

Por afeto!


Por afeto!

Te quero sol,
Te quero lua,
Te quero nól,
Te quero nua,
Te quero á vontade,
Te quero beldade,
Te quero mansa,
Te quero de transa,
Te quero abraço,
Te quero traço,
Te quero escrita,
Te quero dita,
Te quero beijada,
Te quero amada,
Te quero no solo,
Te quero no colo,
Te quero no peito,
Te quero no leito,
Te quero assim,
Te quero pra mim,
Sem contestação,
Sem alteração,
Do teu jeito,
Do meu jeito,
Por afeto e amor,
Por desejo e sabor!


Santaroza

segunda-feira, 12 de maio de 2008

Marilia.


Marilia.


Lua! Olha fundo em minha alma,
Da-me de beber tua calma,
Que estou farto das tempestades,
E encharcado de saudades!

Lua! Toma-me pela mão tua,
Desveste-me a alma, deixa nua,
Para me libertar dessa paixão,
Estopim de mim, coração!

Lua! Aproveita o véu da noite,
Despeja em mim feito açoite,
Flechas de tua prata,
Antes que a paixão me mata!

Lua! Só me ouve mais um segundo,
Agora sós, somos nos dois no mundo,
Ta a girar andarilha,
Eu a procurar por Marilia!



Santaroza

quinta-feira, 8 de maio de 2008

A forja!


A forja!


Ah! Se pudesse me afastar da fornalha,
Onde o suor me molha,
E o ferro se malha,
E o vento me olha!

A brasa é incandescente,
O calor ondulante,
O malho estridente,
E a dor é constante!

A água resfria,
O ferro que chia,
O martelo é meu guia,
E a espada se cria!

Ah! Se pudesse... Mas sou artesão,
Sou como o carvão,
Rubro de coração,
Tenho a arte na mão!



Santaroza

terça-feira, 6 de maio de 2008

Todos são amores!


Todos são amores!


Amor assim de praia
Amor assim de saia
Amor em um repente
Amor já sem corrente
Amor de vagarinho
Amor só de carinho
Amor de um olhar
Amor de se molhar
Amor que dói no peito
Amor que não quer leito
Amor por devoção
Amor só de paixão
Amor cumplicidade
Amor felicidade
Amor de mão na mão
Amor de coração
Amor de desejar
Amor de lambuzar
Amor de qualquer jeito
Amor de nosso jeito!


Santaroza

sexta-feira, 2 de maio de 2008

Amor!


Amor!



Amor feito uva,
Vinho quente,
Saliva doce,
Rosa da tarde,
Verso na areia,
Rede ao vento,
Pele dourada,
Canga suada,
Azul brilhante,
Olhos di amante,
Sabor de poesia,
Estrela no céu,
Beijo na boca,
Pedido de não,
Desejo de sim,
Sussurro baixinho,
Arrepios no corpo,
Abraço apertado,
Peito colado,
Riso espontâneo,
Silencio profundo,
Desejo de mais!


Santaroza

terça-feira, 29 de abril de 2008

Ultimo pensamento!


Ultimo pensamento!


E se o mundo parasse agora,
Numa fração dessa hora,
E num ultimo pensamento,
Talvez um lamento,
A quem seria dirigido,
Quem seria o ungido,
O que deixei de fazer,
Aquilo que não pude ser,
O que eu queria ter,
Acho que não...
Acho que o ultimo pensamento,
Que por mim passaria bem lento,
Atravessando por meu coração,
Seria em tua direção,
A lembrança de te amar,
Só depois então o mar!


Santaroza

segunda-feira, 28 de abril de 2008

Que droga!


Que droga!



Na terceira hora após a ultima badalada de zeros, você chegou, trazendo consigo uma garoa fina e fria...
Não vou negar, embora acostumado, arrepio-me a alma, não pelo frio bafejado pela porta aberta num repente...
Arrepio-me o estado de abandono em que a vi, você parecia um borrão, um desenho mal feito por um pintor bêbado...
Não dava mais para eu chorar, o céu lá fora, já soluçava por mim, eu apenas podia sentir e lhe abraçar...
E foi assim, num abraço apertado peito contra peito, que você se abandonou sem uma palavra e adormeceu...
O cheiro da rua impregnou o quarto, seu perfume antes doce, se tornara acido, seu corpo jazia inerte na cama agora fria...
Pensei em nosso passado, pensei nesse nosso presente, vislumbrei meu futuro, vazio e solitário...
Que droga! Essa coisa ter vencido nosso amor!



Santaroza

quinta-feira, 24 de abril de 2008

Nois!


Nois!


Somos a razão que margeia a loucura,
Quando estamos juntos nada nos segura,
Somos o desejo que explode em tesão,
Quando nos encontramos perdemos o chão,
Somos o par de ases desse jogo de cartas,
Baralho que a vida embaralhou ás fartas,
Somos o dia e a noite, o sol e a lua,
Somos o açoite de pele nua,
Somos o perfume e o vento,
Quando nos amamos tudo é lento,
Somos a explosão dos girassóis,
Cova e semente em nois!


Santaroza

quarta-feira, 23 de abril de 2008

Eu você e as estrelas!


Eu você e as estrelas!


As estrelas se encontram distantes,
Furtivas a observar os amantes,
Retalhos de um cobertor,
São as vigias do amor!
Sinto falta de momentos assim,
Onde contávamos estrelas sem fim,
Você ria, eu ria também,
Só existíamos nós, mais ninguém!
Viajamos por galáxias desconhecidas,
Nos demos de presente nossas próprias vidas,
E cada estrela foi nossa testemunha,
Essa distancia eu jamais supunha!
Mas essa nossa historia ainda não findou,
Não é tela que alguém pintou,
Ainda temos as estrelas,
Assim... lhe vejo ao vê-las!


Santaroza