terça-feira, 22 de abril de 2008

Minha alma!


Minha alma!



O vento sopra minha alma,
Varre-a como se estivera deserta,
Talvez por crer que meu silencio seja derrota,
Talvez por achar que calado sou mudo,
Que não se enganem os tolos, como o vento,
Meu silencio é a ausência, qual os cemitérios,
Nem é tão pouco o éco das catedrais,
Silencio faço para me revestir de paz,
Em silencio me encontro com ouvidos no coração,
Por isso não se enganem os tolos, como faz o vento,
Minha alma é vulcão!


Santaroza

Entre aspas!


Entre aspas!



Prefiro ser vaiado por mentes abertas,
A ser aplaudido por mentes estanques!
Prefiro não ter chance alguma contra a morte,
A ter toda possibilidade de uma vida inútil!
Prefiro ser a verdade de meus erros,
Aos erros de algumas verdades!
Prefiro ter opinião e estar redondamente enganado,
A viver de citações e me encontrar entre aspas!


Santaroza

segunda-feira, 21 de abril de 2008

Se não for assim...


Se não for assim...


Avesso aos ditames das regras,
Sigo em meu potro alazão,
Sonhos ao vento,
E pés no chão,
Muitas vezes tropecei,
E muitas as que errei,
Mas eu também gargalhei,
E ás vezes chorei,
Ma de tudo, o que valeu a pena,
Não foi ser o herói da cena,
Foi ter participado,
E comigo ter me encontrado,
Regras são para os conformados,
Eu nunca foi... Por ser alado,
Talvez mau maior pecado,
Talvez mau maior legado!


Santaroza

quinta-feira, 17 de abril de 2008

Suave!


Suave!


Suave é o vento que te sopra,
A seda que te cobre,
O riso que te aflora,
O olhar que em ti brilha,
E o desejo que me toma!
Suave é a noite que desponta,
A lua que já nasce,
O beija flor que se deita,
O riacho já em prata,
O silencio na mata!
Suave é tua fala que me cala,
Teu olhar que me procura,
Teu braço que me toma,
Tua boca que me beija,
Meu olhar que te deseja!


Santaroza

terça-feira, 15 de abril de 2008

De todo lado!


De todo lado!



Tem um lado de mim
Que fala de amor,
O outro só sente a dor,
É aqui, é assim,
Não sei se o esquerdo ou direito,
Só sei que cala fundo no peito,
Não importa que seja dor ou amor,
Confunde-se entre o espinho e a flor,
Pois amor é carnaval, antes de ser vendaval,
Rompe com os paradigmas, e se torna enigma,
Quem pensa que entende, não imagina,
Quem acredita e se rende, se desatina,
É como miragem de deserto,
Parece que esta longe mas é perto,
Parece que é frio, mas é quente,
Parece que é manhã, mas é poente!



Santaroza

segunda-feira, 14 de abril de 2008

Vida de gado!


Vida de gado!


Meu reflexo se faz nas águas de minha vida,
Espelho de minha alma de alegrias e feridas,
São partes de uma canção, versos de um poema,
Construção de meus acertos e também de meus dilemas,
Sou fruto do que arrecado, restos, sobras, capim mascado,
Afinal sou como gado, rumino a dor de já ter sido marcado!


Santaroza

Eu!

Eu!


Meu nome é José, mas também é João
Sou feito do barro, da areia do chão
Tenho partes de um, e de outro também
Sou dois sou um e ás vezes ninguém.
João é a emoção, José a razão
Uma luta constante entre o sim e o não
Uma mesma moeda de faces opostas
Um mesmo olhar de frente ou de costas.
Sou a mão que acerta e o erro da mão
O verso e o reverso de uma mesma poção
Sou o corte da faca com o cheiro da rosa
Sou o verso de amor num conto de prosa
Sou João José Santaroza!


Santaroza

quinta-feira, 10 de abril de 2008

Lavas da vida!


Lavas da vida!



Minha alma se encontra deserta
Há por vir muita coisa incerta
É palpável o medo a aflição
Há silencio em meu coração!
Esperança é um resto sonho
Que ainda caminha tristonho
Tropeçando no vale da morte
Ainda em busca de sorte!
Tempos de muita incerteza
Sabe! Ofusca a beleza
Mas tento ser artista
Afinal sou otimista!
Creio na divina graça
Isso por certo, um dia passa
Embora seja dolorido
Chegarei ao campo florido!
Sei que haverá sombra e mel
Terei por coberta só o céu
Eu e minha esperança
E isso só será lembrança!


Santaroza

quarta-feira, 9 de abril de 2008

Um sonho por navio!


Um sonho por navio!


Dizem que sou viajante solitário
Que somos sós, eu e meu corsário
Enganam-se. Tudo faz parte de mim
Pois sou um mistério sem fim.
Não escrevo poesia à toa
Poesia é alma que voa
Elas têem partes de mim
Se te tocam, tens a mim.
Posso parecer distante
Mas não sou um ser errante
Tenho olhos, alma e coração
Espalhados pelo céu e pelo chão.
Nunca serei solitário
Nem eu, nem meu corsário
Viver é meu desafio
Tendo o sonho por navio!


Santaroza

terça-feira, 8 de abril de 2008

Meu amor!


Meu amor!



Quem foi que disse ou te falou
Que meu amor já se acabou...
É como chuva de verão
Transborda rio e ribeirão...
Não tem parada
E nem morada...
Mas só pasta onde há flor
Afinal é o amor...
Não chega atrasado
Nunca é cansado...
Não tem freio ou direção
Nasce de toda paixão...
Não acabou e nem vai
Não é fruta que cai...
É tatuagem
É estigma, mensagem...
É mais que um poema
É em mim lema...
Um elo de ligação
De meu peito em tua mão!


Santaroza

sexta-feira, 4 de abril de 2008

Isabela!


Isabela!



Vi o riacho das almas...
Era de águas correntes...
Era cercado de cedros...
Em leito de pedras azuis...
Carregando pétalas de rosas...
Corria num vale de sombras...
Tinha cheiro de hortelã...
E sussurrava baixinho.
Lá eu vi Isabela
Agora inda mais bela
Tinha um sorriso de flor
Num olhar de puro amor!
Caminhava de mãos dadas
Com duas formas aladas
Disse: vou viajar
E lá se foram pro mar!
Antes porém, disse Adeus
Mandou abraços pros seus
Disse que vai voltar
Sempre que alguém a sonhar!


Santaroza

quarta-feira, 2 de abril de 2008

Prece!


Prece!


Senhor calo minha voz
Mas ouça meu coração
E acalma minha alma.
Olha para mim e em mim
Meu silencio é prece
Meu olhar é súplica.
Escuta meu coração
Meu pensamento fala
Minha alma grita.
Senhor da-me tua benção
Abra-me os caminhos
Devolva-me a paz.
Peço embora peque
Quero mas não mereço
Da-me por tua bondade!


Santaroza

terça-feira, 1 de abril de 2008

Dias!


Dias!



Hoje o dia foi longo,
Tempo para o amargo, o doce,
Quase como se fosse,
E vai terminar num ditongo!
Á noite não vai ter lua,
Á noite vai ser crua,
Sem condimento,
Menos que um lamento!
Contarei ovelhas,
Ou talvez as telhas,
Antes dos pesadelos,
Ou depois de tê-los!
Mas amanhã vira,
Sei que não é já,
Que não é agora,
Mas é depois da aurora!


Santaroza

Olhar de sedução!


Olhar de sedução!



Passa por minha mente
Serpente, me sente...
Olhar que me agarra
Me esbarra, na marra...
Sorriso que confunde
Me funde, contunde...
Mulher, atrevida,
Achada e perdida,
Suor de tentação,
Fogo no coração,
Frio que me domina,
Mulher e menina...
Mesa de bar, sem ar,
Luz azul, colorido de mar,
Me passa teu desejo,
Nosso encontro, um beijo!



Santaroza

segunda-feira, 31 de março de 2008

Além!


Além!


É na distancia que se encontra meu amor
São écos de um passado, hoje dor
Que me enchem de saudades e ainda amor
Essa flor já não tem mel, sou beija flor!
Vivo então, procurando pelos ares
Aquilo que sei, se encontra em outros mares
Quisera eu poder ter sonhos e voar
Transporia esses montes e esse mar!
Te encontraria ao fim da ponte em meu sonhar
Teria então, a eternidade para te amar
Tempo que passou e não quer voltar
Mas que será presente ao te encontrar!
É na distancia que te encontras no memento
E se ouvires choros, são partes de meu lamento
Posto que ainda estas em meu coração
Mesmo que tenhas se soltado de minha mão!


Santaroza

Amar é luz!


Amar é luz!



Esperei a lua chegar e deixei que minh’alma cavalgasse pelo potro alado da noite,
Nem o sereno, nem o frio dessas eras de outono, me impediram de alcançar as estrelas,
Encontrei uma de luz azul, que brilhava sem parara e de lá pude te ver dormindo,
Embrenhei-me por teus sonhos, cavalguei contigo pelos céus, visitamos todos os desejos,
Encontramos o oásis do amor, bebemos de suas fontes, deitamos em sua relva,
Esperamos o nascer do sol, para que diante da luz estivéssemos certos de nossa paixão!




Santaroza

sábado, 29 de março de 2008

Te amar!


Te amar!



Eu não mudaria nada...
Mesmo que tivesse poder para isso...
Não acrescentaria nada...
Mesmo que as vezes reclame de algo...
Não retiraria nada...
Mesmo que as vezes sinta falta de algo...
Nada mudaria porque é assim que te amo,
E sei que de mim se pudesses,
Também não me mudarias,
Porque é nos desencontro que nos achamos,
É nas diferenças que nos enfaixamos,
E é pelos erros que nos acertamos,
Então nos amamos!



Santaroza

sexta-feira, 28 de março de 2008

És lua!


És lua!


Rompe com minhas amarras

Amansa-me com tuas garras

Colore-me de batom

Tu é que ditas o tom

Me faço menino, criança

Teu beijo me acalma, amansa

Somos parte da mesma moeda

Somos um elo feito de pedra

Teu jeito é meu descaminho

Teu feitiço não me deixa sozinho

Te quero toda ora e agora

No amanhã e na outrora

Somos barro da mesma caçamba

Somos partes do verso do samba

És a fonte que brota em meu chão

És a lua em meu coração!


Santaroza

Dias entre noites!


Dias entre noites!


Outrora vinha sorrindo quem dantes chorava e agora ri...
O teatro de cada ato da vida é assim chorada ou rida...
Há noites de céu azul, estreladas, há as que são nubladas...
Há dias que são mornos, fornos, há os são arrepios, frios...
Há vezes de confusão, de solidão, há vezes de utopias...
Outrora vinha chorando quem dantes ria e agora chora!

Santaroza

Uma janela!


Uma janela!


Não procuro um sentido para minha vida, busco a realização de meus sonhos.
Também não os persigo como um caçador de borboletas, eu os construo com as mãos.
O destino me deu um livro em branco, apenas colocou data de inicio, o fim é comigo.
Diante disso, só me resta escrever uma história, da qual sou autor e personagem principal.
Se ao final ela vai ter um epílogo feliz, vai depender de minhas pinceladas agora!
No mais, a vida esta á minha frente para ser vivida, aberta como uma janela para o mar!


Santaroza