segunda-feira, 17 de março de 2008

Falta Humildade!


Falta Humildade!


Temos algo em comum,
O mundo e lugar nenhum!
Somos semelhantes, não iguais,
Não passamos de meros animais!
Temos as mesmas necessidades,
Mas nem sempre a mesma capacidade!
Estamos no topo da cadeia alimentar,
Justamente por isso não podemos falhar!
É ai que mora o perigo de ser humano,
Alguns se acham superiores, ledo engano!
Quando cair a ficha será muito tarde,
Não adiantara mais nada qualquer alarde!
A terra já nos esta expulsando,
Só não vê quem continua se enganando!
Mais uma fração de tempo, um quarto de hora,
Tudo não valera nada e não importa quem chora!
Temos algo em comum,
Nada e lugar algum!


Santaroza

Meu prazer


Meu prazer


Nas horas mais clandestinas
Saio de esquinas em esquinas
Em cada canto de minha alma
Sem mesmo nenhuma calma
Á procura da volta de teu amor
Para isso engulo e driblo a dor
Te quero antes do raiar da aurora
A noite é curta e minh’alma chora
Lobo que sou sem destino
Me vejo assim sem atino
Como um infante, um menino
Coração aos pulos qual sino
Rosa que és de meu amor
Deixaste o espinho levaste a flor
Mas teu perfume me empreguina
Sei, tu es minha prova e sina
Então buscar-te é minha constante
Por isso vivo daqui prali errante
Pois só me sinto em paz em teu colo
Tu sabes! És meu prazer e meu solo!


Santaroza

Se pudesses me olhar!


Se pudesses me olhar!


Ah! Se de minhas vontades te falasse eu...
Ah! se pudesses auscultar meu coração...
Ah! Se soubesses navegar por meus olhares...
Talvez assim descobrisses aquilo que me move,
O imenso amor que senti e escondo de ti,
Mas que não se cala em mim mesmo,
Quando meus olhos te tocam!
Ah! Se pudesses me ver assim!

Santaroza

quarta-feira, 12 de março de 2008

Amigo de amizade!


Amigo de amizade!


Amigos tenho muitos ou tenho nenhum...
Pois amigo para mim não é lugar comum...
Não confundo amizade com companheiro...
Amizade é de fato amor verdadeiro.
Amigo prevalece, não se esquece...
Não some, não muda ou envelhece...
Amigo sempre vai estar, não precisa chamar...
Amizade é postura e amigo é par.

Santaroza

Ao menos para mim!


Ao menos para mim!



Na gôndola que levam meus dias depositei todas as esperanças de encontrar a felicidade. Descobri porem, que nem sempre os mares são mansos, por muitas vezes encontrei tempestades das quais achei que nunca mais ia sair.
Engraçado é que todo dia eu acordava num novo dia, independente da noite entre eles e quando isso acontecia, os mares revoltos iam ficando para traz e calmaria voltava e novamente eu acreditava estar no rumo certo. Entendi então que ser feliz esta em encontrar prazer dentro das minúcias do dia a dia, não há um dia pleno de felicidade e nem há uma noite repleta de temores, o que há são frações de tempo que se alternam entre bom e ruim e o que acaba prevalecendo sempre é a felicidade, independente da quantidade de dias felizes ou tristes.


Santaroza

terça-feira, 11 de março de 2008

Que seja!


Que seja!


Quero um amor que seja,
Um amor que é,
Um amor que deseja,
Um amor de fé,
Um amor que fica,
Que não implica,
Que deixa marcas,
Como barcas,
Que empreguina,
Que ensina,
Amor de saia justa,
Amor que não se frustra,
Amor verdadeiro,
Até onde possa ser,
Nem que não seja o primeiro,
Que faça por me merecer,
Que seja companheiro,
E que não seja o derradeiro!


Santaroza

Relógio!


Relógio!



Reajustei os ponteiros das horas, não que estivessem errados, apenas os coloquei um pouco mais no passado, porque foi lá que te encontrei, foi lá que te amei, foi por lá que fui feliz. Não adiantou muito, as horas são danadas, elas caminham, inda mais quando estão atrasadas elas correm. Então só me resta torcer para que meu relógio em disparada, encontre o seu, e ai quem sabe não percamos mais o compasso e nem o tempo.


Santaroza

segunda-feira, 10 de março de 2008

Desejo!


Desejo!



O encanto e o desejo me impulsionam rumo á tudo que me atrai. É uma corrente de maré quente que me arrasta, muitas vezes desviando-me de meu curo natural. Assim é que descubro muitos oásis, muitos espinhos, muitas rochas, e alguma água fria. Acho que isso é viver, crer na naturalidade de ser, buscar a simplicidade de viver e viver de acordo com o desejo e o impulso. No mais é filosofia, tese, recalque, vontades não realizadas, desejos abandonados, fuga. Quem não tem desejos não tem futuro, pois é do desejo encantado que surge a força que move a montanha, é do desejo que brota a esperança, porque desejar sem cobiça é o mesmo que querer com fé.

Santaroza

Rodas quadradas!


Rodas quadradas!



Há vezes em que meu mundo da voltas quadradas e me joga ao chão, me atordoa, me desgasta, me consome...
As vezes fico perdido entre o certo e o errado buscando respostas que sei que não virão, pois já estão comigo...
As vezes deixo o tempo passar em vão e me permito achar o caminho certo mesmo que tenha que tatear...
Há vezes em que as noites não são suficientes para apagarem os dias que se emendam uns nos outros...
As vezes amar, dói mais que as cicatrizes que inda trago no corpo, posto que fere a alma...
As vezes amar, é só a conjugação de um verbo que termina antes do infinitivo pessoal....

Santaroza

Água fria!


Água fria!
(em homenagem á aquela mulher)



Em pleno sol de meio-dia, haviam roupas no varal.
Roupas alvas, puídas, ainda rotas, mas lavadas.
Tremulavam ao vento passante como bandeiras.
Enquanto lavava a mulher cantava pra não chorar.
Pés descalços, água fria do riacho que corria e ria.
Na água seu reflexo aparecia mas o sol a retorcia.
No varal haviam roupas brancas lavadas na pedra negra.
A espuma fazia bolas que em prece iam ao céu redondas.
Enquanto lavava a mulher suava, e o rio ria e a lavava.
Ela não sabia, mas era “seu dia”! mesmo assim a água era fria, o rio ria, a roupa era rota, e ela sofria!


Santaroza

quinta-feira, 6 de março de 2008

Dar e ter!


Dar e ter!


Amor, doce , suave, sonoro...
Palavra que cala, que sela, que ala...
Gesto que cura, que salva, que sara...
Cantado, escrito, contado, falado...
Mas o melhor mesmo é o amor trocado, de póro!

Santaroza

quarta-feira, 5 de março de 2008

Perdidamente!


Perdidamente!


Trovões partem-me ao meio,
Quero teu colo, quero teu seio,
Sou negação sem teu amor,
Senhora és meu senhor!
Sabes me tomar e ter,
Sabes me domar e ser,
Da-me de beber da fonte,
Conheço-te os montes!
Sou assim a parte menor,
Porque tu és a parte melhor,
És o mar e eu a areia,
Todo envolto em tua teia!

Santaroza

Assim tu és!



Assim tu és!




Dedico-te a minha vida quase que por completa, e mesmo a parte que me sobra ainda te pertence, posto que após abrires meu coração, não sobrou espaço em mim para mais nada além de teu amor. Não precisarias de outro nome além do que já tinhas, mulher, pois que ele te descreve com toda clareza, para quem a enxerga com a alma lavada na paz. És o principio da vida e a derradeira lembrança, és a mão que afaga, a seiva alimenta, o fogo que esquenta, o despertar da paixão, o desejo de ser, a vontade de ter, a perspectiva de futuro, a comunhão de almas; assim te vejo, assim te quero, assim te penso, assim te busco, assim te tenho em minha alma. Posto que sem isso seria eu apenas areia joga pelo vento se não fora a generosidade de tua sombra em meus dias de sol.



Santaroza

terça-feira, 4 de março de 2008

Quem saberá!


Quem saberá!


As borboletas estavam afogueadas, num vai e vem constante por sobre a terra molhada,
As arvores deitavam suas sombras por todo lado, mas havia um mormaço quente, suado,
Os cheiros que se espalhavam eram misturados, mas não confusos, havia cheiro de erva, de flores, de mato,
A essa hora o sussurro do riacho era a única fala que se ouvia pela mata verde escura,
Tudo era lindo! E mais lindo ficava quando arrepiada pelo sopro do vento tua pele se enchia de bolinhas,
Nos esquentávamos na rede! E quem sabe lá quantos olhos mudos nos viam enquanto de amor nos cobríamos!

Santaroza

Assim é!

Assim é!


Ao longe, quase lá nos confins do contorno da terra, podes ter a certeza de que se encontra a felicidade.
Ela é ave arisca, teme ser abraçada, teme se aproximar, teme se doar, teme ser mentira, por isso voa.
É assim que a maioria de nós a vemos, a sentimos, a procuramos, buscando, sempre buscando.
Nossas vistas sempre no horizonte, feito um guinú perseguido é que nos faz pensar assim.
Olhe ao redor, agora! Olhe ao redor, se há motivos para sentir desconforto, a muito mais para sentir felicidade.
O vento sopra, o céu ainda é azul, as flores florescem mesmo no concreto, pássaros teimam em voar nas cidades.
Não; a felicidade não esta lá, ela esta aqui, do nosso lado todos os dias, e se hoje não foi possível vê-la, preste atenção amanhã, ela voltara novamente, porque quer te encontrar.


Santaroza

Dia de terça!

Dia de terça!


Avança a tarde sobre o dia
O sol bate de pino sobre mim
E o tempo parece suor, escorre.
Não tenho tempo pra pensar na noite
Mas aguardo que ela me venha leve
Embora me faltem léguas para chegar lá.
O tempo é incompreensível, ás vezes me falta
Principalmente quando quero mais tempo para ficar contigo
Ás vezes me sobra, como agora, quanto a faina me toma.

Santaroza

quarta-feira, 27 de fevereiro de 2008

Lento lamento!

Lento lamento!


Meu coração bate em ritmo lento,
Quase que um lamento,
Por de sol de outono,
Caso perdido sem dono!
Passagem m só de ida,
Olhar de lágrimas sem guarida,
Um rosto a mais na multidão,
Um resto de sobra no chão!
Já não há mais sombras para deitar,
Apenas estradas para caminhar,
Uma pequena esperança no amanhã,
Que não seja tarde, que não seja vã!
Sombras de mim me cobrem a alma,
Fui separado em partes com toda calma,
Do que fui não se mais fala,
Sou prisioneiro do que me cala!


Santaroza

Quem sabe!

Quem sabe!


Sentado á beira do caminho, escutando a alvorada nascer, percebo em mim a solidão que me invade.
São vagas lembranças das noites de ontem, felizes momentos passados a dois.
Restos de sonhos que agora naufragam em lagrimas, varridos que fora na tempestade do amor.
Como ventos passaram por mim e me atearam fogo, hoje são brasas que teimam em fumegar.
O amor pode até passar, mas em verdade fica o cheiro, o gosto, e a sensação de que pode reflorir um dia.
Embora de mim tenham partido todos, quem sabe eu possa, ao longo da estrada me encontrar com um novo!


Santaroza

Poema de amor!

Poema de amor!


Porque escrever em versos o amor que se sente em prosa...
Poemas de amor são como vento, não podem ser aprisionados em um formato só...
Falar de amor exige apenas a vontade, não importando o formato...
Porque quem fala de amor não pensa, sente, demonstra da maneira mais simples possível...
E escrever o amor, desde que se entenda o amor, nada mais é que respirar amor...
O amor é livre como a borboleta, assim como é livre o poema de amor!

Santaroza

Cadê!

Cadê!


Por onde andas coração!
Apartastes de mim na multidão,
Fazes falta em meu peito,
Não tinhas esse direito!
A solidão me toma nos braços,
Essa dor fere-me qual aço,
E se não voltas sou partida,
Estagnado e em ferida!



Santaroza